Exposição do Centro Cultural Coreano no Brasil revela os sons por trás do K-Pop

Exposição mostra ligações entre séculos de patrimônio musical coreano e as músicas que ganham o mundo hoje

Montagem da exposição K-Pop encontra a Música Tradicional Coreana na Argentina

Montagem da exposição K-Pop encontra a Música Tradicional Coreana na Argentina

Embora o K-Pop já atraia a atenção mundial há bastante tempo, em 2026 ele assume um significado ainda mais especial no Brasil. Pela primeira vez em mais de 40 anos de festival, o Rock in Rio entrega um dia inteiro dedicado ao K-Pop: em 11 de setembro, Stray Kids fecha o Palco Mundo. No fim de outubro, o BTS toma o MorumBIS por três noites, diante do maior público que o gênero já reuniu no país. Tudo isso no mesmo ano em que a animação Guerreiras do K-Pop conquistou dois Oscars, de Melhor Animação e de Melhor Canção Original.

É com esse pano de fundo que o Centro Cultural Coreano no Brasil inaugura K-Pop encontra a Música Tradicional Coreana, exposição gratuita que apresenta o que sustenta esse som. São instrumentos, rituais e formas de canto com séculos de história, presentes nas performances mais vistas do mundo sem que a maior parte do público saiba identificá-los. A mostra existe para dar nome a eles.

Concebida pelo Centro Nacional de Gugak, instituição responsável pela salvaguarda da música tradicional coreana, a exposição fica em cartaz até 8 de novembro e faz o caminho inverso do habitual: em vez de apresentar o gugak – a música tradicional coreana – como patrimônio distante, parte daquilo que o público brasileiro já conhece para mostrar o que formou a cultura que consome hoje.

“Há muitos jovens brasileiros que sabem cantar de cor músicas em coreano. A exposição oferece a esses jovens a oportunidade de conhecer uma camada mais profunda da cultura coreana: descobrir de onde vem esse som, quem o preservou ao longo dos séculos e por que ele continua vivo”, afirma Jeonghee Jeong, diretora do Centro Cultural Coreano no Brasil.

A mostra se organiza em três eixos. Gut trata do ritual e da relação entre o mundo dos vivos e o dos espíritos — a mesma cosmologia que estrutura Guerreiras do K-Pop. Gat parte do chapéu tradicional para apresentar o pungryu, a cultura do refinamento e da fruição artística que atravessa os dramas coreanos e os videoclipes contemporâneos. Kkun é dedicado aos virtuoses: os artistas do pansori e do pungmul, duas formas tradicionais de arte folclórica e musical da Coreia, cuja técnica reaparece, transformada, nas performances de grupos como Stray Kids e BTS.

O percurso reúne instrumentos tradicionais como o gayageum, o haegeum e o janggu, indumentária, objetos rituais e conteúdo audiovisual que aproxima produções atuais de sua herança cultural. Os visitantes também são convidados a participar da Árvore Dangsan, atividade em que escrevem desejos em cartões, reproduzindo uma prática comunitária centenária na Coreia.

Durante os dois meses em que ficará em cartaz em São Paulo, a programação incluirá uma apresentação de música tradicional coreana no dia 13 de setembro, com grupos brasileiros de gayageum byeongchang e samulnori, além de oficinas práticas.

K-POP ENONTRA A MÚSICA TRADICIONAL COREANA

Período: Até 8 de novembro
Horário: Terça a Sábado, das 10h às 18h30 | Domingos e Feriados, das 11h às 17h
Local: Av. Paulista, 460, térreo, Ed. Pedro Biagi, Bela Vista
Ingressos: Gratuito
Duração: Classificação: Livre

Siga o Canal Tadeu Ramos no Instagram

Comentários