"Sarah Bernhardt em São Paulo" Estreia Inédita no Sesc Santana

Com direção de Ulysses Cruz e texto de Samir Yazbek, espetáculo refaz a passagem da lendária atriz francesa pela capital paulista em 1886.

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Foto: Ronaldo Gutierrez

Desta vez, a partir de um recorte histórico, ambos se inspiram na primeira visita da lendária atriz francesa Sarah Bernhardt a São Paulo, em 1886, às vésperas da abolição oficial da escravatura, quando se apresentou com peças como “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas, e “Fedra”, de Racine, entre outras.

"Sarah Bernhardt em São Paulo", com realização do Sesc São Paulo, tem estreia nacional em 16 de outubro no Sesc Santana, onde ficará em cartaz até 22 de novembro. A peça tem Alexandre Brazil como diretor de produção e Leonardo Bertholini como diretor assistente e diretor de movimento. A atriz Arietha Corrêa interpreta a protagonista Sarah Bernhardt. O elenco conta, ainda, com a participação especial de Bárbara Bruno e com nomes como Daniel Haidar, Jorge Neto, e Gabriela Correa, além de quatro jovens egressos da Escola Superior de Artes Célia Helena: Flávio Passos, Gabriel Amaral, Gabriel Frossard e Henrique Fredel.

A partir da relação da atriz com os estudantes da Academia de Direito de São Paulo (hoje Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), a peça é uma parábola que aborda temas como a importância do teatro na evolução da sociedade, os contrastes entre o Brasil e a França, o racismo no país e o preconceito contra a mulher. Samir Yazbek constrói um encontro entre diferentes mundos: a França cosmopolita e sofisticada representada por Sarah Bernhardt e um Brasil marcado por profundas desigualdades. A partir desse choque cultural, o espetáculo propõe uma reflexão contemporânea sobre racismo, colonialidade cultural, autonomia intelectual, relações de poder e o papel transformador da arte na construção da identidade de um país.

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Foto: Ronaldo Gutierrez

Sob a ótica de Ulysses Cruz e de Samir Yazbek, o espetáculo contrapõe essas realidades, destacando, de um lado, a tradição do teatro clássico e romântico francês e, de outro, o nascente teatro realista brasileiro, num período marcado pela efervescência do movimento abolicionista. Quando a lendária atriz francesa Sarah Bernhardt esteve em São Paulo, em 1886, a cidade, com 60.000 habitantes, ainda era uma província, bem distante da metrópole que se tornaria a partir do início do século XX.

Os ideais libertários do advogado, jornalista e poeta Luiz Gama, que havia falecido em 1882, influenciavam os estudantes da época. Não à toa, Gama é uma das principais inspirações para a peça. Diz Ulysses Cruz: “A figura de Sarah Bernhardt e seu teatro único, visceral e precursor de linguagens e movimentos teatrais sempre foram um mistério intrigante para mim. A primeira celebridade conhecida por todo o mundo ocidental, a mulher que forjou seu destino, fugindo de tudo que não queria ser ou não podia enfrentar, empresária, escultora de talento, musa, escritora, atriz etc., veio atuar em São Paulo dois anos antes da abolição oficial da escravatura. O que aconteceu aqui, de fato, poucos sabem. Renato Pompeu de Toledo, em seu livro ‘A Capital da Solidão’, dedica pouco mais de um parágrafo contando o fato. Samir Yazbek preencheu com imaginação os encontros da atriz com seus fãs, então estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, além de outras personagens, revelando o choque de culturas e um encontro de mundos. A França sofisticada de Sarah Bernhardt se depara com o Brasil em transformação, em um momento de efervescência cultural e política”.

Ficha Técnica:

Autor: Samir Yazbek
Diretor Artístico: Ulysses Cruz
Diretor Assistente e Diretor de Movimento: Leonardo Bertholini
Diretor de Produção: Alexandre Brazil
Espaço Cênico: Ulysses Cruz
Iluminadora: Aline Santini
Trilha Sonora Original e Direção Musical: Irmãos Lessa
Músicas Adicionais: "Minha Vida Era Qual Rosa" (Daniel Haidar) e "Pauliceia" (Música de Daniel Haidar sobre poema de Acadêmico da Faculdade de Direito de SP, 1865)
Figurinista e Diretora de Visagismo: Jal Vieira
Diretora de Elenco: Vanessa Veiga
Elenco: Arietha Corrêa como Sarah Bernhardt
Daniel Haidar - Francisco da Conceição
Jorge Neto - José Menezes
Gabriela Correa - Esperança Garcia
Flávio Passos - José Bonifácio
Gabriel Amaral - Antônio Bento
Gabriel Frossard - Florêncio de Abreu
Henrique Fredel - Venceslau Brás
Participação Especial: Bárbara Bruno - Louise Abbéma
Cenotécnicos: Wanderley Wagner e Fernando Zimolo
Aderecista: Nilton Araujo
Contrarregra: Giovanna Guadanholi
Operadora e Assistente de Luz: Gabi Ciancio
Operador de Som: Anderson Franco
Microfonista: Paula Lopes
Camareira: Ana Maria Oliveira
Maquiadora e Hair Stylist: Tamires Ramos
Assistente de Beleza: Gabriel Trindade
Assistente de Beleza: Daniela Tavares
Assistente de Figurino: Thainá Castilho
Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez
Design Gráfico: Lucas Sancho e Maura Hayas
Mídias Sociais: Gatú Filmes
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro
Produtora: Lidiane Rosa
Produtor Assistente: Jean Gomes
Apoio à Produção: Jeane Souza
Assessoria Jurídica: Marcello Beck
Contabilidade: WMendes dos Reis
Contabilidade Gestão de Produção: Escritório das Artes
Realização: Sesc São Paulo

SARAH BERNHARDT EM SÃO PAULO

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Foto: Ronaldo Gutierrez

Temportada: 16 de outubro a 22 de novembro
Horário: Sextas e Sábados, às 20h | Domingos e feriado, às 18h
Local: Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana
Ingressos: R$60,00 (inteira) | R$30,00 (meia) | R$18,00 (credencial plena)
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos

Acessibilidade: a partir de 23/10/2026 – interpretação em Libras, audiodescrição e recursos táteis. Podem participar da atividade públicos com e sem deficiência.

Sessões extras: 12/11, quinta-feira às 15h. 23 e 30/10, 06 e 13/11. 15h, sextas-feiras. Dias 30/10 e 13/11, às 15h – TSPI, gratuito para 60+

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