Coletivo Ópera Urbe faz sessões gratuitas de novo espetáculo

Em Cardíaco Cardinal – Um Poema Cênico, o coletivo reúne teatro, música ao vivo, dança e projeções em uma narrativa sobre identidade, pertencimento, amor, medo, criação e liberdade

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Foto: Bernoch

Para celebrar seus 10 anos de trajetória, o Coletivo Ópera Urbe apresenta o seu mais novo trabalho, Cardíaco Cardinal – Um Poema Cênico, uma obra que combina teatro, música executada ao vivo, dança e projeções visuais para acompanhar a jornada de uma pessoa do nascimento à vida adulta. Com direção de Marcos Damigo e dramaturgia, músicas e direção musical assinadas por Carlos Zimbher, a obra é construída entre memórias, descobertas, desejos, perdas e experiências com a arte, abordando temas como identidade, pertencimento e amor.

A trama é um relato ficcional construído em quadros musicais e poéticos e acompanha a trajetória de um indivíduo desde o nascimento, durante o êxodo de seus pais, passando pela infância, pela descoberta da sexualidade, pelo encontro transformador com a arte, pelas perdas que marcam a vida adulta e pelo difícil processo de amadurecimento. O espetáculo convida o público a percorrer uma paisagem afetiva onde memória, sonho, desejo e identidade se entrelaçam.

O elenco é formado por Kaique, Legina Leandro, Madá Rocco, Tricka Carvalho e Warner Borges, com música ao vivo executada por Juma Passa, Vênus Garland e o autor Carlos Zimbher. A criação reúne artistas de diferentes gerações, trajetórias e identidades, reafirmando um dos princípios do Coletivo Ópera Urbe: a diversidade como força criativa e elemento estruturante da cena. A proposta se reflete tanto na composição do elenco e da equipe quanto na própria trajetória do coletivo, que, ao longo de dez anos, vem desenvolvendo uma pesquisa baseada na pluralidade de corpos, experiências e perspectivas.

Para a criação, Damigo ressalta que a ideia é criar uma experiência sensorial em que cenário, figurino, imagens e movimento ampliem aquilo que nasce da dramaturgia. “A encenação parte da natureza poética e subjetiva do texto e busca expandir esse universo pelo corpo, pela música e pelas visualidades. As projeções dialogam com referências da cultura brasileira dos anos 1960 e 1970, especialmente a contracultura, as artes visuais, Secos & Molhados e a poesia concreta. A ideia é brincar também com a palavra projetada, explorando como sua forma pode interferir no sentido, ao mesmo tempo em que imagens e depoimentos ajudam a construir esse universo e a criar um espelho para as experiências do público”.

A concepção visual integra cenário e figurino a partir de materiais descartados e objetos não convencionais, reconfigurados para assumir novas funções em cena. A proposta prevê que roupas, adereços e elementos cenográficos se misturem, criando uma estrutura visual em constante transformação. A cenografia é assinada por Andreas Guimarães, o figurino por Vi Silva, o desenho de luz por Matheus Brant e as projeções por Santo Bezerra.

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Foto: Bernoch

A música ocupa lugar central em Cardíaco Cardinal – Um Poema Cênico, com as canções acompanhando diferentes momentos da trajetória do personagem retratado na obra. Originalmente composta para o espetáculo e executada ao vivo, a trilha se integra à dramaturgia e ao trabalho dos atores, reunindo bateria, guitarra, baixo, viola caipira, teclado, elementos eletrônicos e vozes. Entre as canções estão Todos os Sexos, Faíscas Afáveis, Arrazoado, Pulsar, A Mulher dos Meus Sonhos, Recalque, Achados e Perdidos, Flanando e Desatar.

“Tenho chamado essa escrita de canção dramatúrgica. A música e o texto se misturam, vão juntos e um contamina o outro. Às vezes, a música vem primeiro e, a partir dela, nasce o texto; em outras situações, acontece o contrário. As composições atravessam temas como a descoberta dos sexos e das identidades, o encontro com a arte, o desejo, as experiências e relações, a repressão, as perdas e a tentativa de viver sem amarras”, conta Zimbher.

A passagem da rua para a sala fechada marca uma nova etapa na trajetória do Coletivo Ópera Urbe. Depois de trabalhos voltados aos conflitos sociais vividos coletivamente no espaço urbano, a nova montagem desloca a pesquisa para um território mais íntimo. No Espaço Cênico Ademar Guerra, conhecido como “Porão” do CCSP, a própria arquitetura favorece uma relação mais próxima entre cena e público, criando condições para uma experiência mais imersiva.

Ficha Técnica | Realização – Coletivo Ópera Urbe. Direção – Marcos Damigo. Texto, Músicas e Direção Musical – Carlos Zimbher. Direção De Produção – Vi Silva. Elenco – Kaique Theodoro, Legina Leandro, Madá Rocco, Tricka Carvalho e Warner Borges. Musicistas – Juma Passa e Vênus Garland. Participação especial em vídeo – Rubi. Figurino – Vi Silva. Cenografia – Andreas Guimarães. Visagismo – Fábia Mirassos. Vídeos – Santo Bezerra. Desenho De Luz – Matheus Brant. Assistência e operação de luz: Filipe Batista. Preparação Corporal – Jorge Garcia. Arranjo e Preparação Vocal – Gabriel Sobreiro. Técnico De Som – Éder Sousa. Designer Gráfico – Léo Akio. Produção Executiva – Giulia Lira. Ass. De Produção – Sofia Augusto. Produção Administrativa – Gustavo Sanna. Social Media – Leila Haddad. Fotografia – Bernoch. Assessoria De Imprensa – Renato Fernandes

CARDÍACO CRADINAL - UM POEMA CÊNICO

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Foto: Bernoch

Casa Mundu Rodá

Data: 03 e 04 de novembro
Horário: Terça e Quarta, às 20h
Local: R. Southey, 106 - Ipiranga
Ingressos: Gratuito | Distribuição por ordem de chegada | Sujeito à lotação
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

Teatro Pyndorama (Companhia Antropofágica)

Data: 9, 10 e 16 e 17 de novembro
Horário: Segundas e Terças, às 20h
Local: R. São Domingos, 224 - Bela Vista
Ingressos: Gratuito | Distribuição por ordem de chegada | Sujeito à lotação
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

Centro Cultural Arte em Construção (Instituto Pombas Urbanas)

Data: 25 de novembro
Horário: Quarta, às 15h e 19h30
Local: Av. dos Metalúrgicos, 2100 - Cidade Tiradentes
Ingressos: Gratuito | Distribuição por ordem de chegada | Sujeito à lotação
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

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