Longa de Carine Tardieu integrou a Seleção do Festival de Cinema Francês do Brasil e chega às salas do país com distribuição da Bonfilm e O2 Play
Sandra (Valeria Bruni-Tedeschi) e Elliot (César Botti) em cena de ‘O Apego’ | Foto: Kare´ Productions - France 2 Cinema – Umedia
Vencedor de três prêmios César na 51ª edição do evento: Melhor Filme, Melhor Adaptação (do livro “L'Intimité” de Alice Ferney) e Melhor Atriz Coadjuvante para Vimala Pons (Os Bastidores do Amor/Os Garotos Selvagens), “O Apego” segue nos cinemas de Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Maceió, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São José dos Campos, São Paulo, e Vitória com distribuição da Bonfilm e O2 Play. O filme, da diretora Carine Tardieu, faz uma crônica delicada sobre sentimentos como luto, culpa, afeto e amor.
O drama, que foi um dos títulos mais procurados do último Festival de Cinema Francês do Brasil, em 2025, apresenta a história da livreira Sandra, uma mulher independente, que compartilha repentinamente a intimidade de seu vizinho e filhos. Contra todas as expectativas, ela aos poucos vai se afeiçoando a essa família, estabelecendo relações e vivendo experiências diferentes com cada um deles e as pessoas ao seu redor. Além de Bruni-Tedeschi (Sandra) e Pons (Emília), estão no elenco Pio Marmaï (Daaaaaalí!/O Próximo Passo/Os Três Mosqueteiros), que interpreta Alex, o pai do menino Elliott, em atuação cativante de César Botti. O roteiro é de Carine Tardieu, Raphaële Moussafir e Agnès Feuvre.
Foto: Kare´ Productions - France 2 Cinema – Umedia
“Me interessei pela ideia de retratar uma mulher moderna, que não era submetida aos ditames do patriarcado, que reivindica sua independência e assume uma vida de solteira sem precisar se justificar — uma mulher relativamente livre, enfim. Mas que, subitamente, é abalada pelo afeto de um menino e de seu padrasto enlutados. Eu gostei da ideia de uma mulher que, a princípio, não tinha qualquer interesse por crianças acabar se apegando”, explica a diretora Carine Tardieu em material de divulgação do filme.
Com habilidade, Tardieu desenvolve de forma paciente cada relação e os laços sentimentais que as unem. Se antes, apenas um pequeno corredor de um prédio residencial parecia um enorme espaço que separava Sandra das vidas de Alex e Elliott, pouco a pouco as portas vão, literalmente, sendo abertas.
A sinceridade, curiosidade e inocência infantis da criança cativam a então distante vizinha, comovida com o drama e as dores que pesam o ambiente do apartamento em frente. Em uma das doces e bem construídas interações entre eles, Sandra, dona da livraria especializada em publicações sobre feminismo, diz para Elliott que ele é um menino “seguro de si”.
Foto: Kare´ Productions - France 2 Cinema – Umedia
As observações do menino, fazem Sandra enxergar o quanto ela, Alex e Emilia parecem perdidos em seus sentimentos. Ao tentarem encontrar seus espaços na vida, as personagens adultas descobrem como nomear sensações, se abrem para experiências e se permitem se sentir vulneráveis e falhas.
Para fechar o filme, Tardieu escolhe “Você Abusou”, da dupla brasileira Antônio Carlos e Jocafi, destacando que o tema de base para todas as relações é um só: o amor.
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