Pro-Música se une ao Ministério Público de São Paulo na Coalizão pela Integridade Digital

Iniciativa reúne poder público, setor privado e sociedade civil para combater práticas como fake streaming, compra de engajamento e outras formas de manipulação no ambiente digital

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Foto: Who is Danny/Shutterstock

A Pro-Música Brasil, entidade que representa as principais gravadoras e produtoras fonográficas do país, passa a integrar a Coalizão pela Integridade Digital, iniciativa liderada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) que reúne instituições públicas, entidades empresariais e organizações da sociedade civil em torno da construção de um ambiente digital mais seguro, confiável e transparente.

A Coalizão nasce com o objetivo de estabelecer princípios comuns e promover ações colaborativas para fortalecer a integridade digital, incentivar boas práticas e contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia digital. A iniciativa parte do entendimento de que desafios relacionados à autenticidade das relações online exigem atuação coordenada entre poder público, empresas, comunidade científica e sociedade civil.

Entre as práticas que estão no centro das preocupações do movimento estão a criação de perfis falsos, redes coordenadas de manipulação, compra de engajamento e o chamado fake streaming, que utiliza reproduções artificiais para inflar números em plataformas de música. Segundo a carta de apresentação da Coalizão, essas práticas vão além de fraudes tecnológicas: podem enganar consumidores, prejudicar empresas que atuam de forma ética, distorcer a concorrência, comprometer a credibilidade das interações digitais e contribuir para a disseminação de publicidade enganosa e desinformação.

Para a Pro-Música Brasil, a participação na Coalizão amplia uma agenda já desenvolvida pela entidade no enfrentamento à manipulação artificial de métricas no mercado de música digital. A atuação contra o fake streaming busca proteger a integridade do ecossistema de streaming, evitar distorções nos indicadores de consumo e o desvio indevido de receitas de artistas com audiência orgânica, além de preservar um ambiente competitivo legítimo para artistas, produtores fonográficos e demais agentes da cadeia.

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