Núcleo Experimental remonta e recontextualiza seu sucesso "As Troianas" em comemoração a seus 20 anos de palco
Musical situa a tragédia de Eurípedes ao contexto de um presídio feminino em São Paulo durante a Ditadura Militar.
Foto: Anne Beatriz
Para festejar suas duas décadas de sucesso, o Núcleo Experimental revisita seu celebrado espetáculo As Troianas, que estreou em 2009, foi indicado aos prêmios Shell, da Cooperativa Paulista de Teatro e Quem em diversas categorias e teve várias temporadas lotadas. O espetáculo tem adaptação e direção de Zé Henrique de Paula, direção musical, composições e arranjos de Fernanda Maia e traz no elenco Bia Reze, Brian Penido Ross, Bruna Guerin, Edyelle Brandão, Fabio Redkowicz, Fernando Tavares, Giovanna Sassi , Larissa Noel, Laura Sciulli, Mari Rosinski, Nábia Villela, Patrícia Gifford, Vanessa Espósito e Victor Edwards.
A primeira versão de As Troianas foi inspirada pela obra homônima de Eurípedes, que foi escrita em 415 a.C., em Atenas, e era parte de uma trilogia dedicada à guerra de Tróia da qual as outras obras (Alexandros e Palamedes) se perderam, restando apenas fragmentos. Na obra original, após a destruição de Tróia, as mulheres da cidade - Hécuba, Andrômaca, Cassandra e as demais troianas - enfrentam a perda, a escravidão, o luto e o exílio impostos pelos vencedores gregos. Privadas de seus lares e de suas famílias, elas testemunham o fim de sua pátria e resistem apenas com a força da palavra e da dor compartilhada.
Foto: Anne Beatriz
Escrita pouco depois do brutal ataque a Melos, em que Atenas mataria praticamente todos os homens em idade adulta e escravizaria as mulheres, a peça é vista como uma denúncia política não apenas dos crimes na mítica Tróia, mas também na época em que viveu o autor. Eurípides dá voz às mulheres silenciadas pela guerra, revelando sua dignidade, coragem e humanidade diante da violência e da arrogância dos conquistadores.
Já em sua montagem em 2009, o Núcleo Experimental recontextualizou a tragédia em um campo de concentração situado na Polônia, às vésperas do final da Segunda Guerra. As personagens femininas se expressavam somente através do canto, que representava um território de segurança, afeto e preservação de memória para aquelas mulheres. Uma pesquisa sobre canções oriundas de povos e/ou etnias de refugiados definiu o repertório cantado pelas atrizes.
Ficha Técnica
Elenco: Bia Reze, Brian Penido Ross, Bruna Guerin, Edyelle Brandão, Fabio Redkowicz, Fernando Tavares, Giovanna Sassi, Larissa Noel, Laura Sciulli, Mari Rosinski, Nábia Villela, Patrícia Gifford, Vanessa Espósito e Victor Edwards
Adaptação e direção: Zé Henrique de Paula
Direção musical, composição (letras e música) e arranjos: Fernanda Maia
Direção de movimento: Gabriel Malo
Assistência de direção: Anne Beatriz e Davi Tápias
Cenografia e figurinos: Zé Henrique de Paula
Assistência de figurinos: Ana Beatriz Trucharte
Desenho de luz: Fran Barros
Desenho de som: João Baracho
Preparação vocal: Rafa Miranda
Produção: Rebeca Reis
Design gráfico: Laerte Késsimos
Foto e vídeo: Pedro Veras (A Casa que Fala)
Redes sociais: 1812 Comunicação
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Realização: Núcleo Experimental - 20 anos
Estagiários: Anne Beatriz e Giovana Sassi (direção), Lilian Pessoa e Vitória Martin (cenário e figurino), Juju Bac ( som / produção), Eduardo Santos (produção), Fernanda Franca( Produção), Rafael Castro (som), Joaquim Ornelas (iluminação), Mafe Wagapoff (iluminação)
AS TROIANAS
Foto: Anne Beatriz
Temporada: 18 de agosto a 7 de outubro*
Horário: Terças e Quartas, às 20h
Local: Rua Barra Funda, 637, Barra Funda
Ingressos: R$40,00 (inteira) | R$20,00 (meia-entrada)
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos
*Todas as sessões serão seguidas por um bate-papo com elenco
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