O evento conta com leitura de trechos do romance Necas, exibição do filme Translaçados, seguida de conversa com a diretora Leona Jhovs
Foto: Divulgação
Reunindo literatura, cinema e música em uma programação voltada a temas ligados à identidade de gênero e às experiências trans, o evento TransAr, acontece no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na Sala Jardel Filho. A programação inclui a leitura de trechos de Necas, romance de estreia de Amara Moira, Eventos, ; a exibição do filme Translaçados, seguida de conversa com a diretora Leona Jhovs; e o show Uma Ilusão Deve Morrer, de Marina Mathey, acompanhada ao piano por Rodrigo Zanettini.
A ação do Coletivo Ópera Urbe integra o projeto Ópera Urbe – Política, Ética e Estética no Terceiro Milênio que vai culminar com a montagem do espetáculo Cardíaco Cardinal no segundo semestre. A coordenação geral é de Carlos Zimbher e Vi Silva, e a direção artística é de Marcos Damigo. Estão previstos novos happenings ao longo do processo criativo, o segundo acontece em 19 de junho com o tema Amar [também] é, a programação será divulgada em breve.
A programação tem início com a leitura de trechos de Necas, romance de estreia de Amara Moira. Escrito na chamada “língua das bichas”, o livro acompanha o reencontro entre uma travesti e um antigo amor, articulando experiências ligadas à prostituição, à literatura e à sobrevivência. A obra revisita o cânone literário a partir de perspectivas marginais, em uma narrativa marcada pela oralidade e pelo uso político da linguagem.
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Amara Moira é escritora, travesti e doutora em Letras pela Unicamp. Sua produção aborda temas ligados à prostituição e às vivências marginalizadas, articulando literatura, identidade e experiências da comunidade LGBTQIAPN+. Também foi colunista do UOL, onde publicou textos relacionados ao universo do futebol.
Na sequência, será exibido o filme Translaçados, que acompanha a trajetória de uma família diante da construção da identidade de gênero de uma criança. O curta aborda questões ligadas ao afeto, ao reconhecimento e aos impactos dos estigmas sociais. Após a sessão, a diretora Leona Jhovs participa de uma conversa com o público sobre os temas levantados pelo filme.
Leona Jhovs é atriz, diretora e ativista dos direitos trans. Atuou na série Chuva Negra, do Canal Brasil, interpretando a personagem Micha. Também integrou o elenco do musical Brenda Lee e o Palácio das Princesas e participou de produções cinematográficas como Modelo Vivo, Modelo Morto (2020), Ménage (2020) e Eu Vou Ter Saudades de Você (2026).
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Encerrando a programação, Marina Mathey apresenta o show Uma Ilusão Deve Morrer, acompanhada ao piano por Rodrigo Zanettini. Inspirado no verso da canção Coração Vulgar, de Paulinho da Viola, a performance reúne músicas, poesias e reflexões sobre o fim de ilusões amorosas, sociais e subjetivas. O repertório inclui versões de faixas do álbum Boneca Pau Brasil e canções que percorrem os nove anos de trajetória da artista como cantora e intérprete.
Atriz, cantora e diretora, Marina Mathey desenvolve trabalhos ligados ao teatro musical, à performance e ao audiovisual. Recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz Coadjuvante por Brenda Lee e o Palácio das Princesas, tornando-se a primeira travesti premiada na categoria. Sua produção artística articula música, teatro e questões relacionadas à diversidade e à visibilidade trans.
FICHA TÉCNICA: Coordenação geral: Carlos Zimbher e Vi Silva. Direção artística: Marcos Damigo. Coordenação de produção: Vi Silva. Produção executiva: Giulia Lira. Produção executiva: Sofia Augusto. Produção administrativa: Gustavo Sana. Redes sociais: Leila F. Haddad. Design gráfico: Léo Akio
TransAr - VIVÊNCIAS TRANS E INVISIBILIDADE DA INFÂNCIA TRANS
Data: 11 de junho
Horário: Leitura Necas - das 18h às 19h | Exibição Translaçados + conversa - das 19h30 às 20h30 | Show Uma Ilusão Deve Morrer - das 21h às 22h
Local: Rua Vergueiro, 1000 - Liberdade
Ingressos: Gratuito | Os ingressos são liberados a partir das 14 horas do dia anterior (10/6) pela bilheteria física e
digital
Classificação: 16 anos
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