Nova versão ganha maior protagonismo em relação à tragédia original de Sófocles.
Foto: Ronaldo Gutierrez
A tragédia Édipo Rei, de Sófocles, escrita em 427 a. C. é um clássico há 2500 anos e ganha ares contemporâneos com a escrita do dramaturgo inglês Robert Icke (1986-) em Édipo, que estreia em julho no auditório do MASP. A montagem conta com direção de Clara Carvalho, idealização da pesquisadora Rosalie Rahal Haddad, realização do Círculo de Atores e produção da SM Arte Cultura.
A trama é um thriller político contemporâneo ambientado no escritório de campanha de Édipo, um candidato prestes a vencer uma eleição majoritária. Conservando as unidades clássicas de tempo, espaço e ação, a peça traz, além do suspense e de um painel intrincado de relações familiares, uma profunda sondagem existencial e um mergulho no inconsciente. Assistimos à crise vertiginosa de um político que, sem saber, transgrediu leis civilizatórias e que, por excesso de autoconfiança e orgulho, engendra a própria ruína.
Foto: Ronaldo Gutierrez
"Não é que Édipo Rei precise ser atualizado. É uma tragédia tão perfeita e tão interessante que, 2.500 anos depois, continua impecável em sua dimensão universal. O que Robert Icke faz é um exercício muito interessante de releitura, usando todas as linhas mestras da peça. Na montagem, Édipo é o candidato que vai ganhar a eleição. Todas as pesquisas mostram que ele está praticamente eleito. Todavia, um personagem chega para dizer que tudo aquilo que ele acredita sobre si mesmo pode não ser verdade. Existe essa relação entre poder, sucessão e a construção de narrativas", enfatiza Clara Carvalho.
A encenação aposta em uma estética contemporânea em todos os recursos cênicos: a trilha sonora de Gregory Slivar, o figurino de Marichilene Artisevskis e o cenário de Chris Aizner, que criam um ambiente híbrido entre o universo eleitoral e a dimensão trágica da obra. A inspiração vem do brutalismo de Lina Bo Bardi e do espaço simbólico do vão livre do Masp, ponto tradicional de manifestações políticas na capital paulista.
FICHA TÉCNICA:
Idealização e Produção Geral: Rosalie Rahal Haddad. Texto: Robert Icke. Direção e Tradução: Clara Carvalho. Diretor Assistente: Thiago Ledier. Elenco Sergio Mastropasqua, Clarisse Abujamra, Oswaldo Mendes, Chris Couto, João Bourbonnais, Thalles Cabral, Thaina Muniz, Márcia Teodoro, Marisa Mainarte, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Roberto Borenstein Música Original: Gregory Slivar. Cenografia e arquitetura cênica: Chris Aizner. Cenotécnico: Alício Silva / Casa Malagueta. Produção de Objetos: Jorge Luiz Alves e Luiza Meira Alves. Figurino: Marichilene Artisevskis. Assistente de Figurino: Lilian Pessoa. Costura: Judite Gerônimo de Lima. Iluminação: Gabriele Souza. Direção de Imagem: Ícarus Filmes. Operação De Som: Valdilho Oliveira. Operação de Luz: Nicolas Marchi. Direção de Palco: André Di Peroli e Henrique Pina. Camareira: Elisa Galdino. Visagismo para Fotos: Loeni Mazzei. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Vídeo para Redes Sociais: Paula Davanço. Registro em Vídeo: Ícarus Filmes. Designer para elementos cênicos: Dalua Criações. Identidade Visual: Sergio Mastropasqua. Redes Sociais e Gestão de Tráfego: Lead Performance. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Produção: SM Arte Cultura. Direção de Produção: Selene Marinho. Coordenação de Produção: Sergio Mastropasqua. Produção Executiva: André Roman /Teatro de Jardim. Realização: Círculo De Atores.
ÉDIPO
Foto: Ronaldo Gutierrez
Temporada: 04 de julho a 06 de setembro
Horário: Sextas e Sábados, às 20h | Domingos, às 18h
Local: Av. Paulista, 1578 - Bela Vista
Ingressos: Sextas: R$100,00 (inteira) | R$50,00 (meia) | Sábados e Domingos: R$120,00 (inteira) | R$60,00 (meia) |
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Duração: 110 minutos
Classificação: 16 anos
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