“A Moratória” chega à terceira temporada no Teatro Dulcina, um espaço Funarte RJ

Espetáculo aborda a queda de um mundo e da dificuldade de aceitar o fim

A Moratória

Foto: Simone Kontraluzv

O clássico “A Moratória”, de Jorge Andrade, chega à sua terceira temporada. Dessa vez, no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro, integrando a programação da Funarte. A montagem teatral – que já ocupou o Teatro dos 4 e a Casa de Cultura Laura Alvim – é realizada pela ArKano Produções em parceria com a Cia. Churros de Polvo e tem ingressos a preços populares e propõe uma leitura contemporânea de um dos textos mais importantes da dramaturgia brasileira.

Com direção de Daniel Herz, o espetáculo reúne jovens atores da Cia. Churros de Polvo e aposta em um processo de imersão histórica sobre o ciclo do café. O projeto tem como proponente o produtor e diretor de produção Marcos Arzua, que convidou a Cia. Churros de Polvo e Daniel Herz para levar à cena o clássico do teatro brasileiro, propondo uma leitura contemporânea da obra.

Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional diante da perda de status social e da incapacidade de adaptação a um mundo em transformação. Ao abordar a decadência das elites agrárias após a crise do café de 1929, o texto expõe tensões econômicas, afetivas e morais que ainda ecoam na sociedade brasileira.

A Moratória

Foto: Simone Kontraluzv

O processo de criação do espetáculo começou com um intenso trabalho de contextualização e imersão histórica, ministrado por Marcos Arzua. Antes mesmo do início dos ensaios de cena, o elenco foi convidado a mergulhar no universo social, econômico e cultural que atravessa a obra de Jorge Andrade.

Como parte desse processo, os atores visitaram diferentes lugares ligados à história do café e à formação econômica do país. No Rio de Janeiro, o grupo esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, edifício que já abrigou a antiga Bolsa de Valores, além de diversos pontos históricos da cidade. Entre os locais visitados estão também a Floresta da Tijuca e o Parque Lage, áreas que no século XIX sofreram intenso desmatamento para a plantação de café.

A pesquisa seguiu para o Vale do Café, com destaque para a cidade de Vassouras. O elenco visitou a Casa da Hera, importante patrimônio histórico da região e o único imóvel que mantém preservados seus interiores e mobiliário originais de época. O casarão terminou pertencendo a Eufrásia Teixeira Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória ligada ao ciclo do café.

FICHA TÉCNICA

Texto: Jorge Andrade
Elenco: Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza
Direção e Concepção: Daniel Herz
Direção de Movimento: Marcia Rubin
Direção de Produção: Marcos Arzua e Kadu Muniz – ArKano Produções
Produção Executiva: Kadu Muniz
Contextualização: Marcos Arzua
Assessor Teórico: Antonio Gilberto
Cenografia: José Dias
Iluminação: Aurélio de Simoni
Figurino: Wanderley Gomes
Direção Musical: Marcello H
Assistente de Direção: Lara Bereta
Operador de som: Júlia Nepomuceno
Operador de luz: Vitória Arruda
Cenotécnico: José Galdino (Pará)
Assistente de Cenografia: Talita Nascimento
Cinegrafia e Edição: Renato de Paula
Fotografia: Simone Kontraluz
Controller: Fabrício Castro de Carvalho
Contrarregragem: Edson Costa Rodrigues e João Vitor Rodrigues
Arte Visual: André Andrade
Designer Gráfico: Wellington Falcão
Mídias Sociais: Fernanda Sarriá
Assessoria de imprensa Natasha Stein

A MORATÓRIA

A Moratória

Foto: Simone Kontraluzv

Temporada: 3 a 19 de julho*
Horário: Quintas, Sextas e Sábados, às 19h | Domingos, às 18h
Local: R. Alcindo Guanabara, 17, Condomínio do Edifício Teatro Regina, Centro, Rio de Janeiro
Ingressos: R$40,00 (inteira) | R$20,00 (meia) | Comprar ingressos
Classificação: 12 anos

  • *exceto em dias de jogo do Brasil na Copa

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