Zane Phillips estrela filme que debate poliamor e relacionamentos abertos

Baseado em vivências reais, o curta-metragem 'Something Still' aborda a pressão por modelos de relacionamento na comunidade LGBTQ+ e estreia no Canadá.

Something Still

Foto: Reprodução

As complexidades, os limites e as vulnerabilidades das relações não-monogâmicas ganham os holofotes em "Something Still", novo curta-metragem dramático que fará sua estreia mundial na próxima semana durante o aclamado Festival Inside Out, em Toronto. Com direção de Ariel Mahler, a obra é protagonizada por Zane Phillips e John Brodsky, que também assina o roteiro.

Fugindo de julgamentos morais, o filme levanta um debate urgente na comunidade LGBTQ+: até que ponto as pessoas estão aderindo a relacionamentos abertos por desejo genuíno, e até que ponto estão apenas cedendo a uma nova forma de pressão social?

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A trama acompanha de perto a história de Tom (Brodsky) e Max (Phillips). O enredo traça a evolução do casal, desde o ápice da paixão até o momento em que decidem abrir a relação. No entanto, a entrada de um terceiro elemento (vivido por Panagiotis Margetis), aliada à distância imposta por uma rotina de viagens entre Nova York e Los Angeles, desencadeia sentimentos de solidão e ciúme que culminam na separação dos protagonistas.

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O roteiro nasceu das próprias angústias pessoais de John Brodsky. O ator e escritor utilizou a escrita como válvula de escape após vivenciar os desafios de abrir sua própria relação durante um período de distanciamento físico de seu parceiro. O resultado é uma obra catártica que explora como a falta de comunicação e a tentativa de forçar acordos incompatíveis podem desgastar o afeto.

Visual intimista e elenco de peso

A narrativa de "Something Still" viaja sutilmente entre dois tempos: o presente frio e silencioso, onde Tom empacota suas coisas para o fim definitivo da relação; e o passado quente, iluminado pelas memórias da paixão e dos acordos que selaram o destino do casal.

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A escolha de Zane Phillips para dar vida ao co-protagonista Max foi cirúrgica. A produção precisava de um ator capaz de transmitir uma masculinidade segura, mas que não escondesse sua fragilidade, evitando o clichê do "vilão destruidor de laços". Phillips, amplamente elogiado pela equipe, entregou uma performance descrita como generosa e de profunda empatia.

"Não estamos aqui para ditar se a não-monogamia é o certo ou o errado", pontua a diretora Ariel Mahler. O objetivo do projeto, segundo a equipe, é lembrar ao público que a única regra válida é o consentimento e o bem-estar mútuo, alertando contra os perigos de se encaixar em padrões que, em vez de libertar, acabam sufocando.

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