Após grande êxito em sua estreia, espetáculo "Pés-Coração", do Coletivo Labirinto, ganha nova temporada

Montagem chega ao Teatro Paulo Eiró em Santo Amaro retratando diversas histórias sobre o universo da corrida

Pés-Coração

Foto: Tomas Franco

A partir de um olhar para um povo indígena que corre grandes distâncias a pé, o Coletivo Labirinto apresenta diversas histórias que envolvem o tema da corrida e propõe uma reflexão sobre a condição latino-americana em seu novo trabalho, Pés-Coração. Após estreia de grande êxito no Sesc Pompeia, o espetáculo chega à Santo Amaro e ganha nova temporada no Teatro Paulo Eiró a partir de junho de 2026.

O trabalho tem direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, e dramaturgia de Abel Xavier. Em cena, estão Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota, além da artista convidada Allycia Machaca.

Pés-Coração

Foto: Tomas Franco

O interesse pelo povo Rarámuri surgiu durante o processo de montagem de Mirar - Quando os Olhos Se Levantam, o trabalho anterior do grupo. “A Emilene Gutierrez, integrante do coletivo, trouxe essa informação de que tinha um povo originário do norte do México que era conhecido por caminhar longas distâncias a pé, de correr por longos quilômetros, e que esse povo, inclusive, estava vencendo maratonas internacionais, contrariando todas as expectativas em relação a essa ideia de uma preparação convencional para maratonas. Então, essa primeira curiosidade foi o que nos chamou a atenção”, conta Wallyson Mota, um dos criadores do trabalho.

A partir dessa provocação, o Coletivo Labirinto, que há 13 anos sempre esteve em contato com questões e dramaturgias contemporâneas da América Latina, em temáticas mais urbanas, decidiu deslocar o foco de seu olhar para esta nova criação. “Estar em contato com os Rarámuri propicia para nós fazer uma ponte, traçar uma linha transversal no tempo para nos colocar em contato com algo mais fundante da nossa identidade, das nossas características, do nosso modo de ser”, explica.

Pés-Coração

Foto: Tomas Franco

O grupo passou então a se debruçar sobre questões como: por que um povo, uma coletividade corre? Para quem a gente corre? Com quem corremos? De quem corremos? Estamos correndo pro mesmo lado? Será que a corrida pode representar algum tipo de alegoria para a condição latino-americana?

“São Paulo é uma cidade que vive um capitalismo tardio, das margens. Acho que a ideia de estarmos em grupo no teatro é um gesto no sentido de furar essa lógica e promover algum tipo de ponte entre nós e a cultura rarámuri, por exemplo. Porque há em ambos o desejo pela coletividade. Não pela individualidade. O coletivo de teatro é, de alguma forma, a ideia de um sonho comum, de um sonho conjunto. E observando os rarámuris, percebemos que a corrida ali não está atrelada a uma vitória individual, como no esporte. A corrida acontece muito como um modo de existir e um modo de compartilhar a vida. Juntos. Acho que, ao fazermos teatro, optamos por um modo de existir e um modo de compartilhar a vida também, nessa nossa coletividade”, compara Wallyson Mota.

Ficha Técnica

Pesquisa e Idealização: Coletivo Labirinto
Criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota e Luiz Fernando Marques Lubi
Direção: Luiz Fernando Marques Lubi
Dramaturgia: Abel Xavier
Atuação: Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota
Artista convidada: Allycia Machaca
Direção Musical e Trilha Original: Caetano Ribeiro
Músicos em cena: Caetano Ribeiro (guitarra, violão e voz) e Leandro Vieira (percussão e eletrônicos)
Canto: Allycia Machaca
Concepção audiovisual: Luiz Fernando Marques Lubi e Sol Faganello
Mapping: Sol Faganello, Letícia Pinto e GIVVA
Operação de vídeo: Sol Faganello e Letícia Pinto
Operação de câmera: Sol Faganello e Marcelo Faganello
Técnico montagem audiovisual: GIVVA
Edição vídeo Retiro: Tomás Franco
Atuantes: Alexandra Tavares, Camila Cohen, Daniela Alves, João Pedro Ribeiro, Lucas Bernardo, LuzMa Moreira, Paula Petreca, Renan Coelho, Sebastian Santamaria
Coreografia: Paula Petreca
Preparação de atores (Cena Passistas): Rhena de Faria
Cenário: Luiz Fernando Marques Lubi
Cenotécnico: Zé Valdir
Instalação de Led: Rogério Cândido
Figurino: Emilene Gutierrez e Allycia Machaca
Visagismo: Fábia Mirassos
Adereços: Allycia Machaca
Fantasias Carnaval: Sérgio Cardoso Lopes
Desenho e operação de luz: Matheus Brant
Técnico e Operador de som: Tomé de Souza
Coordenação de Ensaio: Madu Arakaki
Fisioterapia: Leandro Faria
Pesquisa e Condução Retiro Artístico: Elias Cohen
Apoio Teórico: Gina Monge Aguilar
Mesas de Reflexão: Gina Monge Aguilar, Salloma Salomão, Monica Rodriguez Ulo, Paula Petreca, Paula Narvaez, Elias Cohen, Antonia Moreira, Andrezza Rodrigues e OWERÁ
Fotos: Tomás Franco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio
Redes Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti
Estagiários Produção: Bento Carolina e Mariana Ruiz
Produção: Corpo Rastreado - Leo Devitto

PÉS-CORAÇÃO

Pés-Coração

Foto: Tomas Franco

Temporada: 10 de junho a 12 de julho
Horário: Quartas a Sábados, às 20h | Domingos, às 19h
Local: Av. Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro
Ingressos: Gratuito | Retirada na bilheteria 01h antes do início das sessões
Duração: 120 min
Classificação: 14 anios

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