Artista, que tem lotado o Bar Patuscada, lança “Ao Vivo e A Cores”
Foto: Divulgação
Peci é um movimento em Curitiba. Aos 24 anos, o artista independente tem feito dos bares de Curitiba pontos de encontro recorrentes, com noites cheias, público fiel e um repertório autoral que cresce junto com a sua audiência. É desse palco — quente, próximo e coletivo — que nasce “Ao Vivo e A Cores”, DVD já disponível nas plataformas e registra a força de quem constrói público na unha, transformando cada show em carnaval.
O projeto reúne oito faixas que traduzem a identidade do artista: um pop tropical marcado pela brasilidade, pelo exagero performático e pela energia do ao vivo. O repertório combina músicas autorais já conhecidas do público, como “Coisa Pouca (EXAGERADO)”, “fugi do rolê” e “Cacilda”, com três inéditas — “8 ou 80”, “Semáforo” e “Começa na Maçã, Termina na Banana”.
O DVD também abre espaço para releituras à sua maneira. Em “Ex Mai Love/Palpite”, o artista funde dois clássicos da música brasileira em uma versão pulsante e afetiva. Já em “Amar Às Vezes Dói”, apresenta uma leitura em português de “The Winner Takes It All”, do ABBA, trazendo o hit internacional para a realidade brasileira.
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“Eu cresci assistindo DVDs de artistas que eu amo, como Ney Matogrosso e Ivete Sangalo. Para mim, esse formato sempre teve algo de celebração, de encontro, de virada. ‘Ao Vivo e A Cores’ é a realização desse desejo. Mesmo sem o formato físico, digo que é o meu DVD: um registro da fase atual da minha carreira, do meu novo repertório e do encontro sempre catártico com o meu público”, diz.
Fenômeno ao vivo, Peci consolida em Curitiba um feito difícil: o de um artista independente que sustenta agenda recorrente, casa cheia e público engajado a partir de um projeto próprio. E faz isso usando o carnaval como linguagem e rompendo com o estereótipo de um Sul distante dessa festa tão popular.
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A relação com o carnaval, aliás, também atravessa sua pesquisa artística. Recentemente, Peci participou do 1º Congresso Interdisciplinar da Cultura do Samba e Carnaval (COÍCCA), onde apresentou um relato sobre sua trajetória como artista independente no Sul do país. “O brasileiro não faz festa porque a vida está fácil. E, sim, pelo contrário. O que eu tento construir nos meus shows é exatamente isso: um espaço de encontro onde a gente se fortaleça e volte pra vida mais inteiro”.
"Ao Vivo e A Cores" marca a expansão desse movimento: um convite para que novos públicos conheçam sua força ao vivo e para que Curitiba se afirme, cada vez mais, como território de festa de rua.
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