Amanda Carneiro, curadora do MASP, será curadora-chefe da Bienal de São Paulo, ao lado de Raphael Fonseca

Fundação Bienal de São Paulo anunciou os curadores-chefes da 37ª Bienal de São Paulo, prevista para o segundo semestre de 2027

Amanda Carneiro e Raphael Fonseca

Amanda Carneiro e Raphael Fonseca | Foto: © Fe Avila / Fundação Bienal de São Paulo

Amanda Carneiro, curadora sênior, MASP, será curadora-chefe, ao lado de Raphael Fonseca (atualmente curador do Culturgest, em Portugal), da 37ª Bienal de São Paulo. A Fundação Bienal de São Paulo anunciou nesta terça-feira, 28 de abril, a curadoria da edição prevista para o segundo semestre de 2027. O projeto curatorial será apresentado no segundo semestre deste ano.

Integrante da equipe curatorial do MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand desde 2018, Amanda realizou exposições em diálogo com o programa dedicado às Histórias, como Histórias afro-atlânticas (2018), Histórias das mulheres, histórias feministas (2019), Histórias da dança (2020), Histórias brasileiras (2021–22), Histórias indígenas (2023), Histórias LGBTQIA+ (2024) e Histórias da ecologia (2025).

Em 2026, ano dedicado às Histórias Latino-americanas, é responsável pela mostra Santiago Yahuarcani: o princípio do conhecimento, em cartaz até 2 de agosto com 35 pinturas que propõem uma imersão nos saberes, mitos e traumas do povo indígena Uitoto, localizado na região amazônica entre o sul da Colômbia e o norte do Peru. Santiago Yahuarcani (Pebas, Peru, 1960) dá forma aos seres físicos e espirituais que compõem a identidade e a cultura do seu povo, entrelaçando cosmologia com a denúncia da violência extrativista contra povos indígenas na Amazônia.

Amanda também assina, com Julieta González, curadora-adjunta, MASP, a curadoria da coletiva internacional Histórias Latino-americanas, que ocupará cinco andares do Edifício Pietro Maria Bardi, de 4 de setembro a 31 de janeiro de 2027. Articulada em cinco núcleos, a exposição investiga como a ideia de América Latina foi criada e disputada ao longo do tempo. A mostra parte dos processos de colonização, marcados por violência e extrativismo, e examina o papel do barroco e da invenção do paraíso tropical como regimes de imagens que difundiram o poder colonial, a fim de evidenciar como essas dinâmicas moldaram a modernidade na região e destacar contranarrativas e formas de contestação. Aborda, ainda, as formas comunitárias de organização social indígenas e afrodescendentes, como quilombos, palenques e cumbes, bem como tradições utópicas que lutam contra os autoritarismos, como é o caso dos zapatistas. A mostra considera a circulação de pessoas, bens e ritmos em processos de migração e diáspora que conectam a América Latina a outras geografias. Por fim, explora concepções indígenas sobre fim e renovação, convidando a imaginar futuros possíveis diante das crises do presente.

MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP 01310-200
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h) | quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h) | sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30) | sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h) | fechado às segundas
Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 75,00 (entrada) | | R$ 37,00 (meia-entrada)

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